Roubo de Carga

Roubo de carga

O roubo de carga, sem dúvida, é um dos assuntos que mais preocupa caminhoneiros e transportadoras. Descubra como ficou a situação em 2019!

O roubo de carga é uma das principais preocupações tanto dos caminhoneiros, quanto dos donos de transportadora. Infelizmente, o nosso país é considerado um dos mais arriscados para a profissão.

No ranking dos lugares mais perigosos para se fazer o transporte de cargas, ocupamos o 7º lugar. Isso é o que constatou um comitê de cargas do Reino Unido, que analisou 57 países.

O que deixa o Brasil numa situação complicada é que os cinco primeiro lugares do ranking são ocupados por nações em conflito, como Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão e Sudão do Sul.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) confirma esse cenário tão preocupante. Segundo a entidade, o número de roubo de carga no país aumentou em 86% entre os anos de 2011 e 2016.

Roubo de carga e os prejuízos para o setor

Para entendermos a dimensão do problema que é o roubo de carga, precisamos levar em consideração que o Brasil possui a maior concentração rodoviária de transporte de cargas entre as principais economias do mundo.

Nossa malha concentra 61% do escoamento da produção. Isso significa que quase tudo o que é produzido viaja pelas rodovias brasileiras até chegar a seu destino.

Desde 1998, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) divulga anualmente a estatística nacional de roubo de carga. O relatório tem como base os dados consolidados a partir do cruzamento de informações da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

O órgão constatou que, somente no ano de 2018, foram registrados aproximadamente 22 mil ataques a motoristas em todo o país. O crime organizado e a indústria gerada em torno dos desvios de cargas causou prejuízos de quase R$ 2 bilhões ao setor.

No ano anterior, esses números foram ainda maiores, sendo que os roubos ultrapassaram a casa dos 25 mil.

Grande parte do roubo de carga se concentra na região Sudeste (80%), mais precisamente em São Paulo e no Rio de Janeiro (75%). Alguns tipos de carga se destacam como os mais visados pelos criminosos, como alimentos, cigarros, eletrônicos e confecções.

O cenário tem leve melhora

Embora ainda tímida, a estatística para o roubo de carga em 2019 vem mostrando que cenário está em fase de melhora.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro apontam que o roubo de carga vem diminuindo. Entre janeiro e outubro de 2019, a Polícia Civil conseguiu evitar que 1.344 cargas fossem levadas pelos bandidos. Nos 10 meses analisados, foram 6.325 casos registrados, contra 7.669 em 2018.

Já a Polícia Federal constatou que o número de roubos de carga nas rodovias federais do país diminuiu cerca de 35% em 2019De acordo com a PRF, foram 1.390 ocorrências no ano passado, ante 2.120 em 2018.

A expectativa do setor é que a queda nos índices se consolide ainda mais em 2020. Para isso, o Governo Federal sancionou a Lei 13.804, que visa e repreender o contrabando, o roubo de carga e a receptação. Desta maneira, os motoristas que forem coniventes com esses crimes serão punidos.

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No ranking dos lugares mais perigosos para se fazer o transporte de cargas, ocupamos o 7º lugar. Isso é o que constatou um comitê de cargas do Reino Unido, que analisou 57 países.

O que deixa o Brasil numa situação complicada é que os cinco primeiro lugares do ranking são ocupados por nações em conflito, como Síria, Líbia, Iêmen, Afeganistão e Sudão do Sul.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) confirma esse cenário tão preocupante. Segundo a entidade, o número de roubo de carga no país aumentou em 86% entre os anos de 2011 e 2016.